Organizar, produzir, construir ou elaborar um projeto é contribuir para melhorar a qualidade da aprendizagem não só dos nossos alunos, mas de todos os que estão envolvidos com o processo de ensino aprendizagem: professores, diretores, familiares, funcionários da escola, supervisores, coordenadores e a própria comunidade onde a escola e os alunos estão inseridos. A organização de um projeto, ajuda a sair da rotina, muda o dia-a-dia permitindo que todos os envolvidos direta e indiretamente com as atividades escolares e possam vivenciar "coisas" novas, descobrir novos "pensares" e refletir sobre novas opções de vida, de trabalho e de futuro para a humanidade. Os educadores devem estar atentos para que a produção de um projeto, esteja relacionada com questões relevantes para a sociedade. Sendo assim, não existem grandes ou pequenos temas, o importante é que o assunto escolhido, seja do interesse do aluno pesquisador, e que exista um elo entre o tema e a nossa vida. Estimular os alunos a pensarem no motivo que os levou a escolherem aquele assunto e como deverão proceder para realizar aquela pesquisa também é um papel importante do professor orientador. Esse questionamento é básico para que tenhamos sempre uma meta a ser conseguida. Agindo assim, quando surgirem as variáveis e os imprevistos, no caminhar da pesquisa, os mesmos poderão ser analisados e incorporados no corpo do trabalho, dando origem a novos caminhos a serem pesquisados, podendo surgir novos projetos. Durante uma pesquisa questões como organização, dedicação, criatividade, liderança, convivência, autonomia, compartilhamento entre tantas outras são colocadas em prática. A justificativa do texto, a busca pela solução das questões propostas e a elaboração prática para a solução do tema central estimula a organização de grupos de aprendizagem onde a troca é um grande facilitador do processo de construção do saber. A interdisciplinaridade é outro fator que se beneficia com a elaboração de um projeto. O cruzamento dos diversos saberes estimula o processo criativo que nasce na intercessão de conhecimentos. Aumenta a convivência, ajuda a normatizar e organizar as atividades dos componentes do grupo de pesquisa colaborando na consolidação da autonomia dos alunos e acelerando a dinâmica das trocas. Outra questão beneficiada com a organização de um projeto é o fortalecimento da produção teórica, que através do uso de práticas que envolvam novas tecnologias, poderão ajudar na transformação de uma "antiga" numa nova idéia renovada e inovadora. Importante lembrar aos professores que atuam no ensino fundamental e no ensino médio, que produção acadêmica não é um privilégio das universidades e nem dos grandes laboratórios. Existe uma grande produção científica nas pesquisas realizadas por nossos jovens estudantes, independentemente do nível de escolaridade em que eles estejam. Portanto, não podemos deixar de estimular nossos alunos a realizarem suas pesquisas, mesmo que essas possam parecer muito simples ou então que já foram realizadas "milhares" de vezes. Nada se repete da mesma forma, havendo sempre uma novidade no refazer! Repensar é um excelente caminho para a nossa sobrevivência! Quando os jovens, juntamente com todo o seu grupo de trabalho pedagógico caminha na busca das soluções e aplicações para as questões propostas pela pesquisa, o empreendedorismo se torna uma prática que surge da ação e não apenas de explicações teóricas sobre: o que é ser empreendedor.Através da ação, da atit ude, da busca, da pesquisa, das discussões, das reuniões, e do fortalecimento da capacidade de pensar e realizar é que se formará uma nova geração de cidadãos mais conscientes das necessidades de sua comunidade, sem medo de recriar, renovar, revitalizar e inovar como uma prática diária e comum na vida de cada um de nós.
Edison Borba - Professor / Coordenador Pedagógico do PINCE
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Analisando a importância de um "título" no sucesso de uma pesquisa.
Fazendo uma visita ao Sr. Aurélio, nosso grande amigo dicionário,
encontramos o seguinte:
Título {do latim. Titulu} - designação que se põe no começo de um livro,
capítulo, artigo, etc.,e que indica o assunto. O mesmo que:
- rótulo, letreiro.
- denominação honorífica - "Ele tem o título de conde!"
- qualidade, predicado, atributo - "Ela merece bem o título de Diretora!"
Esses são alguns dos empregos da palavra título, que também é usada no
mundo dos negócios e no mundo das finanças. Diariamente "títulos",
são negociados nas Bolsas de Valores de todo o planeta Terra.
Porém, o que nos interessa pedagogicamente falando é o título que temos
que colocar nos trabalhos de pesquisa.
É, muito importante, como diz o "Aurélio", que o título retrate com clareza
o conteúdo da pesquisa realizada.
È necessário, que o autor escolha um título que permita ao leitor ter uma idéia
real do que existe no conteúdo do seu trabalho.
È preciso ter cuidado, para que o título, não "engane" àqueles que precisam
fazer consultas de forma rápida, fazendo-os perder um tempo precioso.
O título é o indicador do que o leitor vai encontrar no texto. Muitas vezes,
somos levados a usar uma palavra ou termo, que surge durante o trabalho,
e por ser algo "chamativo", usamos como título. Essa atitude pode fazer
com que o leitor crie uma imagem distorcida do conteúdo do trabalho.
Muitas vezeso termo escolhido não irá representar o verdadeiro conteúdo
daquela pesquisa.
Cuidado! Também devemos ter atenção, em não usarmos títulos, que possam
brincar com assuntos sérios. Nunca usar um título que possa ter duplo sentido.
O título é que vai despertar interesse pela leitura e dar credibilidade à pesquisa.
Fato que irá se consolidar com a leitura do conteúdo.
O título, portanto, faz parte da pesquisa. Ele é a porta "de entrada" naquele
mundo proposto pelo pesquisador.
A escolha do título de um trabalho e / ou da sua pesquisa é de máxima importância!
Sugestão: deixe para "batizar" a pesquisa, após as últimas considerações.
Mesmo que já haja um título inicial, aquele que deu origem a todas as tarefas
de elaboração do trabalho. Mesmo assim, o título deve ser definitivamente
escolhido, após a conclusão da pesquisa. Agindo dessa forma, ele indicará mais
verdadeiramente o que existe em seu conteúdo, facilitando a compreensão da
leitura e não decepcionando os leitores.
Edison Borba - Professor / Coordenador Pedagógico do PINCE
Da junção de duas palavras gregas, oikos (casa) e logos (estudo), se originou o termo ecologia. Ernest Hacckel, biólogo alemão, em 1869, definiu ecologia como: "O estudo das relações de um organismo com seu ambiente inorgânico e / ou orgânico". Acredita-se ter sido ele, o primeiro a fazer uso deste termo. Muito antes do aparecimento dos conceitos ecológicos, o Homem pré-histórico já lutava pela sua sobrevivência atuando sobre o meio em que vivia. Infelizmente, essa relação extrapolou a essência do termo Ecologia. Nós, seres humanos, deixamos de ter uma interrelação, na qual, o homem, agia sem destruir, para uma relação destrutiva e pouco inteligente, onde o predomínio da destruição sobre a preservação, já deu início a uma grande catástrofe. Nosso Planeta corre perigo! Questões como explosão populacional, poluição da água, poluição do ar, destruição da camada de ozônio, chuva ácida, poluição sonora, superprodução de plásticos, desmatamento, erosão, exploração inadequada do solo, construções em reservas ecológicas, mineração, poluição alimentar, desperdício de energia e a produção exagerada de lixo sem um aproveitamento adequado, e o uso cada vez maior de drogas, são apenas alguns dos problemas enfrentados principalmente pelos habitantes das megalópoles. Necessitamos, urgente, de ações empreendedoras que possam criar, inventar, rever e reavaliar nossos hábitos e costumes. Nesse momento, o papel dos educadores torna-se imprescindível. É hora de repensarmos nossos conceitos educacionais e nossas atitudes pedagógicas, que muitas vezes acontecem de forma individualista. Mais do que nunca, uma visão multi e interdisciplinar se faz necessário. Precisamos urgentemente descompartimentalizar nossas metodologias, nossas aulas, nossas avaliações e
onosso discurso pedagógico. Escolas e alunos, onde e com quem trabalhamos, também fazem parte de uma realidade ecológica. Como podemos ensinar proteção, conservação, preservação e uso adequado do nosso meio ambiente, trabalhando em espaços inadequados e, para crianças e jovens, que em sua grande maioria sobrevivem em condições antiecológicas? Como transformar o conteúdo das aulas em algo capaz de fazer com que nossos alunos percebam, que o que lhes é transmitido pela escola é importante para que eles se apoderem de informações, que os ajudarão a se tornarem pessoas mais empreendedoras. Sendo assim , com mais capacidade de resolverem seus problemas de forma mais competente e compatível com as leis e as regras sociais e ecológicas. Este é um dos desafios da educação mundial! Mais do que nunca, devemos trabalhar utilizando propostas coletivas que possam ser transformadas em projetos de pesquisa. Desta forma, poderão surgir soluções adequadas para as mais variadas questões que afligem a nossa sociedade. A HORA É AGORA! O ONTEM JÁ PASSOU, E O AMANHÃ DEPENDE DO QUE ESTAMOS FAZENDO NESTE MOMENTO! Edison Borba Professor e Coordenador Pedagógico do PINCE